O silêncio também é santo

imagem: envato

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Olá, querida amiga!

Espero que você esteja bem e que essa carta te encontre em paz.

Hoje, senti no coração o desejo de compartilhar com você uma reflexão, que volta e meia toca profundamente a nossa alma: o silêncio. Sei que, assim como eu, você também já viveu momentos em que o silêncio pareceu desconfortável, quase um terreno desconhecido.

Sabe amiga, nós cristãs, muitas vezes, pela nossa vivência com a Palavra de Deus, acabamos interpretando o silêncio como algo negativo. Pelo entendimento do “servir”, achamos que precisamos estar constantemente trabalhando, cuidando da casa, dos filhos, do marido, das demandas da igreja, entre outras atividades que você conhece tão bem. É como se estivéssemos sempre cercadas de barulho, falas, compromissos, trânsito, conversas intermináveis. E encontrar um minuto de silêncio parece quase impossível, não é?

Mas há algo precioso nisso tudo. Você sabia que um dos detalhes e ordenanças de Deus é o descanso? Acredite: é no campo espiritual que existe algo dentro do descanso que muitas vezes não queremos ou não conseguimos fazer: silenciar.

Já parou para pensar que às vezes, dependendo da fase da vida em que estamos, pensamos que “silêncio” significa orar mais, clamar mais, falar mais com Deus e com isso não queremos permanecer simplesmente quietos, porque o silêncio parece ensurdecedor. Isso acontece, porque há momentos em que o silêncio faz mais barulho do que o próprio barulho, e reconhecer isso é compreender que o silêncio também é um lugar de santificação.

O silêncio santo é aquele em que somente as lágrimas falam. É aquele momento que apenas você e Deus entendem. Quem nunca ficou por trinta ou sessenta minutos de completo silêncio, seja na madrugada do secreto ou no meio da correria do dia? A verdade, minha amiga, é que não existe pessoa que tenha experimentado um silêncio entregue a Deus e não tenha ouvido, de alguma forma, a doce voz do nosso Amigo Espírito Santo.

Observe que a Bíblia está cheia de versículos sobre o silêncio, mas hoje quero deixar dois para a sua meditação: Salmos 46:10 – “Aquietai-vos e sabei que Eu sou Deus. Serei exaltado entre as nações; serei exaltado na terra.” e Jó 33:33 – “Se não tiver nada a dizer, fique quieto e me ouça; e eu lhe ensinarei a sabedoria.” Percebe que tanto Davi, um dos autores dos Salmos, quanto Jó, tiveram jornadas marcadas por desafios, perdas, tristeza e dor? Ainda assim, por meio da intimidade com Deus, eles compreenderam que o silêncio também é parte do caminho.

O silêncio é, igualmente, uma arma de sabedoria. Por isso, em amor, gostaria de lhe encorajar, querida amiga, a buscar o silêncio de Deus e a confiar nesse silêncio. Crer que, nele, Deus nos dará as respostas e direções certas.

Deus não muda promessas, Ele muda decretos. E, no silêncio, Ele nos mostra onde vai tocar e o que deseja transformar. E quase sempre, você sabe disso, essa transformação começa em nós mesmas, por meio do nosso próprio silenciar.

O silêncio pode ser um lugar.

Pode ser um momento.

E pode ser uma Pessoa: Jesus.

O silêncio é santo porque, nele, está o Santo dos Santos. É ali que aprendemos a confiar, descansar e crer que Ele sempre tem o melhor.

Querida amiga, que, neste novo ano, você se permita permanecer n’Ele, estar n’Ele em silêncio, aguardando com confiança as orientações para o propósito que você e sua família devem seguir nos próximos doze meses.

Eu sei que Ele vai falar. Eu sei que Ele vai conduzir. E eu sei que, quando você olhar para trás, entenderá que o silêncio também foi resposta.

Com carinho,

Sua amiga.

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