Ele ainda faz!

imagem: envato

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Não morrerei, mas viverei e contarei as obras do Senhor.” (Salmos 118:17).

Sou a pastora Nazareth Cruz e quero compartilhar com os leitores da Revista Renascer um dos milagres mais marcantes da minha vida: um daqueles que nos lembra que Deus continua sendo Deus mesmo quando tudo parece ruir.

Tudo começou em um dia comum. Fui ao ginecologista apenas para levar um resultado de exame, como em qualquer rotina. Mas a frase que ouvi mudou completamente o meu dia: “Você está com câncer no útero.” Naquele instante, meu corpo gelou. A tristeza veio como uma onda forte e, por alguns minutos, parecia que a vida tinha parado. A mente correu para lugares escuros, e o medo tentou tomar conta de tudo.

Além do diagnóstico, mergulhei em uma depressão profunda. Não tinha vontade de viver; meu corpo travou. Eu não conseguia comer nem beber água sozinha, alguém precisava me ajudar até com o que era básico. Minha família inteira se revezou para cuidar de mim. Foram dias longos, de luta física e emocional, mas também dias em que eu pude ver o amor de Deus através de cada pessoa que me sustentou.

Veio então o tratamento: 33 sessões de radioterapia, 6 sessões de quimioterapia e 6 de braquiterapia. Cada etapa era um desafio. A braquiterapia, especialmente, trouxe um susto enorme: tive uma hemorragia repentina e precisei ser internada às pressas. Recebi medicamentos na veia, mas nada adiantava, pois o sangramento continuava, e o desespero tentava tomar conta.

Foi ali, naquele hospital, que o impossível começou a acontecer. Minha irmã, pastora Inês, segurou a minha mão e orou comigo com autoridade e fé. E no exato momento da oração… o sangramento parou. Não diminuiu, não aliviou. Parou! Naquele silêncio que vem depois do milagre, eu soube que o Senhor estava ali, me sustentando e reescrevendo a minha história.

Hoje, olhando para trás, o meu coração se enche de gratidão. Agradeço à minha família, meu filho, meus irmãos, cunhados e cunhadas, que permaneceram ao meu lado dia e noite. Agradeço às igrejas, aos pastores e líderes espirituais que intercederam por mim: pastor João Queiroz, a pastora Sueli, a pastora Cida, Tânia, José Luís, apóstolos, amigos de fé… foram muitos joelhos dobrados que me sustentaram.

Mas acima de tudo, a minha gratidão é ao Senhor, que não me abandonou, que ouviu o clamor, que interrompeu o curso da doença e me devolveu a vida.

Hoje posso afirmar com toda convicção: Deus é fiel. Ele cura. Ele sustenta. Ele age.
E enquanto eu viver, vou contar as obras que Ele fez por mim.

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