Com um olhar sensível e profundo sobre as transformações da mulher ao longo da vida, a Dra. Karine Rizzardi é referência quando o assunto é saúde emocional, conjugal e familiar. Psicóloga em Cascavel (PR), especialista em casais, família e aconselhamento, ela soma quase 25 anos de atuação clínica e diversas atualizações internacionais em psicoterapia, neurociência relacional e sexualidade, com passagens por instituições como Chicago University (CCFH) e Wheaton College (Illinois).
Além de palestrante e formadora de grupos, Karine é também idealizadora do projeto “Mulheres Moderna à Moda Antiga”, que desde 2020 tem impactado mulheres em todo o país com conteúdos sobre identidade, feminilidade e propósito. Em sua mais recente obra, “Feminina”, ela traduz para o papel as dores, desafios e belezas do universo feminino. Nesta entrevista, ela compartilha a inspiração por trás do livro e oferece reflexões sobre como reencontrar a própria essência em um mundo cada vez mais barulhento.
- O que te inspirou a escrever o livro “Feminina”? Como foi o processo de transformar vivências tão íntimas em palavras?
A inspiração nasceu da minha rotina de atendimento, quase 25 anos ouvindo mulheres e casais diariamente, das 8h às 18h. Percebi muitos padrões se repetindo nas falas femininas, especialmente em relação à idade e às fases da vida. A personagem do livro, por exemplo, começa sua jornada aos 42 anos, carregando muitas das dúvidas comuns que escutei ao longo dos anos. O livro surgiu como uma resposta sensível e profunda a essas questões recorrentes.
- O que significa ser feminina nos dias de hoje?
Ser feminina vai muito além de estética, não se resume à roupa, maquiagem ou cabelo. É sobre estar com os cinco sentidos aguçados: perceber o ambiente, observar, escutar, cuidar com atenção dos filhos, do esposo, do lar e do trabalho. Acredito que o feminino tem sido abafado pelo excesso de masculinidade exigida pela sociedade moderna. Ser feminina é, acima de tudo, usar os dons intuitivos dados por Deus com plenitude e sensibilidade.
- Como psicóloga, você acredita que a escrita pode ser uma forma de cura feminina?
Sem dúvida. A escrita e a leitura funcionam como companhias emocionais. Muitas mulheres conseguem se organizar emocionalmente quando veem que outras passaram por histórias semelhantes. Ainda que tenham uma rede de apoio, é fundamental que tenham momentos consigo mesmas para refletir sobre sua trajetória e emoções.
- Qual capítulo mais marcou você pessoalmente durante a escrita?
Todos os capítulos foram escritos em profunda dependência de Deus, inclusive com momentos de jejum. Mas um em especial foi reescrito três vezes. Eu ouvi, em sonho, uma voz dizendo que eu precisava depender de Deus para escrevê-lo. Esse capítulo, que fala sobre os cinco sentidos, acabou se tornando o mais importante para mim. Outro que me marcou foi o sobre gestão de tempo. Busquei o significado original da palavra em hebraico e isso transformou a minha rotina. E claro, o capítulo sobre ressignificação do feminino é fundamental, pois acredito que ele seja a base para qualquer transformação real na vida de uma mulher.
- Que mensagem você deseja deixar para as mulheres que se sentem desconectadas de si mesmas e buscam reencontrar sua essência?
Leiam o livro “Feminina”. Não porque quero oferecer uma solução simplista, mas porque acredito que esse reencontro exige profundidade e intenção. Não é uma resposta tópica ou rápida. A leitura deve ser feita com calma, sem culpa, como quem saboreia um bom sushi, com propósito e presença.
- Onde as leitoras podem encontrar o livro?
O Feminina está disponível na Amazon, Editora Vida, e também através do link na bio do meu Instagram:@karinerizzardii. Além disso, pode ser encontrado em plataformas como Shopee, Mercado Livre, Magazine Luiza, entre outras.