Revista Renascer

Palavras Pastorais

Homens que precisam ser imitados

Com essa palavra vamos aprender alguns desafios enfrentados por Daniel e entender como ele superou tudo se consagrando a Deus.

A Palavra de Deus nos disponibiliza histórias de homens que precisam ser imitados em nossa sociedade. Uma dessas histórias é a de Daniel.

Com essa palavra vamos aprender alguns desafios enfrentados por Daniel e entender como ele superou tudo se consagrando a Deus.

A história do jovem Daniel aconteceu na Babilônia, o mesmo lugar onde foi a torre de Babel e hoje é o Iraque. A história se passou durante o reinado do tirano Nabucodonosor, conhecido pelo reinado com jardins suspensos e grandes construções na Babilônia.

Nabucodonosor levou como escravos para a Babilônia os mais nobres do povo. Jovens inteligentes que foram feitos eunucos (castrados) para servir ao rei. Segundo o livro de II Reis 24.14, eram em torno de 10 mil pessoas. Dentre os cativos, havia centenas de jovens judeus. Daniel, Hananias, Misael e Azarias estavam entre os prisioneiros. Eles perderam tudo: família, amigos e dignidade, mas mesmo assim foram fiéis a Deus.

Veja a história em Daniel 1:3-4:

“E disse o rei a Aspenaz, chefe dos seus eunucos, que trouxesse alguns dos filhos de Israel, e da linhagem real e dos príncipes,
Jovens em quem não houvesse defeito algum, de boa aparência, e instruídos em toda a sabedoria, e doutos em ciência, e entendidos no conhecimento, e que tivessem habilidade para assistirem no palácio do rei, e que lhes ensinassem as letras e a língua dos caldeus”.
(Daniel 1:3,4)

Essa palavra nos remete aos dias atuais, sobretudo ao que estamos vivendo em nossa nação.  A maior crise que enfrentamos nesse país é a crise de integridade, e isso é uma questão de berço e de caráter. A igreja, nesse sentido, tem uma função singular: de não se contaminar com toda essa iniquidade.

Por incrível que pareça, Daniel viveu cerca de quase 400 anos antes de Cristo, e não obstante a tudo isso, ele experimentou algo surpreendente da parte de Deus, por manter-se fiel ao Senhor.

Daniel viveu tudo o que nós estamos vivendo hoje. Observe que as artimanhas de satanás, desde aquele tempo, também não mudou nos dias atuais, ou seja, o diabo não alterou a sua forma de trabalhar e está tentado fazer o mesmo, em pleno o século XXI: destruir a identidade das pessoas.  O que está acontecendo é que não percebemos essa ação maligna e por isso, precisamos estar atentos!

Negar o que somos e o que vivemos em nossa sociedade, não nos levará a lugar nenhum. Opor-se a condição, ao momento e a história, não irá mudar nada!

Então: há uma questão que precisamos entender:

Deus sempre estará conosco nas adversidades!

Com as dificuldades e que os problemas do dia-a-dia, tem-se uma falsa ideia de que Deus não nos ama e que não está cuidando de nós. Isso não é verdade! Isso é uma mentira de satanás!

Veja o exemplo da história de Daniel, ele passou por várias adversidades:

Os jovens cativos deveriam comer a mesma comida do rei, uma alimentação especial, mas baseada em carnes de animais sacrificados aos ídolos da Babilônia. A decisão de Daniel foi de não se contaminar comendo os banquetes do rei que eram comidas sacrificadas a ídolos, além de nada saudáveis. Preferiram comer legumes, frutas e verduras. Daniel e seus amigos resolveram o problema com muita oração, mas também com firmeza e posicionamento. O resultado da obediência foi que Daniel e seus amigos ficaram mais fortes e saudáveis que todos os outros jovens.

No capítulo 6 vemos Daniel sendo laçado na cova dos leões. Então, qual o crime Daniel cometeu para isso? Nenhum. Tiveram que criar uma falha na conduta de Daniel, e assim fizeram uma lei, inventaram uma situação na liturgia para que pudessem incriminá-lo, tamanha a vida de integridade que ele tinha. Procuraram erros, buscaram, tentaram, planejaram, vasculharam, mas não acharam nada de errado.  Daniel era administrador, ele conduzia 120 províncias e era o primeiro ministro que não se envolveu em nada de errado.

Lembre-se: Deus está contigo nas adversidades. Quando você conseguir entender que toda a adversidade que você passou, Deus estava contigo, e que na verdade, era Deus te preparando para algo grande, você conquistará a recompensa ao final de cada prova.

Esse é o nosso desafio, e muitas vezes não conseguimos entender isso. Achamos que Deus está nos punindo e que estamos alheios ao olhar e ao cuidado de Deus.

Entenda: ninguém escapa do olhar de Deus!

Se em nossa galáxia temos bilhões de estrelas, e Deus as conhece pelo nome, você acha que Deus não irá conhecer você pelo nome ou não saberá da sua situação? É claro que sim! Existe o momento da diversidade, mas há o período da recompensa da fidelidade que você manteve com Deus.

No capítulo primeiro do livro de Daniel, você verá Daniel e seus amigos sendo recompensados pela sua fidelidade. Deus deu a eles entendimento, graça, sabedoria e capacidade de interpretar sonhos.

Já no capítulo 2, Deus os abençoou tanto, que eles se acumularam de grandes riquezas, algo sem medida. Eles foram abençoados ao ponto do rei Nabucodonosor criar um decreto, ou seja, uma lei para que todos possam servir ao Deus de Daniel. Hoje é mais provável tirarmos as pessoas da igreja do que atraí-las para a igreja, por causa do nosso péssimo testemunho. Talvez seja por isso que não alcançamos coisas maiores e melhores!

Satanás tem tentado destruir a imagem e a identidade das pessoas através da inversão de valores e da ideologia de gênero, por exemplo.

Daniel e seus amigos também viveram isso. Eles foram submetidos a uma troca de seus nomes hebreus para nomes da religião babilônica. Mesmo com esta mudança radical de seus nomes, Daniel e seus amigos não foram capazes de mudar a personalidade. Em momento algum eles assumiram a identidade babilônica, mas se conservaram como judeus e, acima de tudo, acreditaram no Senhor!

O diabo sabe que o nome está relacionado com a personalidade e com o caráter das pessoas. Para o judeu, por exemplo, isso é muito marcante. O judeu demorava sete dias para escolher o nome de seu filho homem. Somente no oitavo dia, ele circuncidava o garoto e lhe dava um nome, que sempre estava relacionado com a personalidade, com o caráter e com a atividade profissional.

Hoje a escolha do nome é feita pela beleza do nome e se desconhece o significado. Na atualidade, vemos um povo que está se despersonalizando, ou seja, estão perdendo referências que jamais deveriam perder.

Satanás quer exatamente isso: que esqueçamos a nossa cultura. Vivemos nesse mundo, mas não temos que absorver o pecado e os costumes malignos. As famílias e o casamento estão perdendo o seu valor. Não é essa a cultura que Deus tem para nós. Precisamos entender quem somos nós em Cristo Jesus!

Nos Estados Unidos a maioria das casas possui uma bandeira do seu país na porta, eles honram a sua nação. Aqui no Brasil, vemos o povo brincando e zombando da bandeira e do hino nacional. Há irmãos envolvidos com essa zombaria, se esquecendo completamente do seu Deus e da sua cultura.  Muitos nem se lembram que um dia irá prestar conta diante do Senhor. Algumas vezes discutimos, desgastamos, magoamos e até nos afastamos das pessoas por coisas irrelevantes, e com isso perdemos grandes oportunidades. O diabo está aos poucos, destruindo e ferindo a identidade das pessoas.

Daniel, mesmo com sessenta anos, continuava com a mesma prática de quando era criança. Ele orava três vezes ao dia. Mesmo sendo ministro e governador de 120 nações, ele tinha tempo para Deus. Ele não precisou se prostituir, enganar e adulterar, apenas manteve a sua integridade e a sua identidade. É um engano pensar que acumulamos coisas para agradar as pessoas, pois quem nos abençoa é Deus!

Daniel era rico e poderoso, mas não perdeu a sua identidade. Ele serviu ao rei com fidelidade e lealdade, e não precisou sentar com os escarnecedores. Deus deu a ele talentos que nenhum dinheiro ou estudo daria. O Senhor deu a Daniel a capacidade de interpretar sonhos, o que faculdade nenhuma daria a ele. Daniel estava longe de seu povo e de tudo, se ele tivesse uma má índole, ele poderia ter se envolvido com algo de errado, pois a Babilônia era a nação mais promíscua da época, porém ele não fez.

Em pleno século XXI somos estimulados a viver uma só cultura imposta pelo maligno. Negativo! Não podemos nos envolver e compartilhar algo que não concordamos!

É nosso dever respeitar, sermos agradáveis e educados a toda e qualquer credulidade, segmento religioso ou opção sexual, mas o que tange a vida espiritual, nós temos uma linha de pensamento a qual fomos escolhidos por Deus.

Por isso, é importante entender que há duas características primordiais da fé cristã: seguir e servir.

Muitos seguem, mas poucos servem, pois servir é doação!

A segunda coisa que vemospastor-joao e analisamos no livro de Daniel é a relatividade do sagrado.  As pessoas estão desprezando e pisando no que é sagrado.

Quando me converti se o pastor tivesse lendo a palavra e alguém chegasse atrasado à igreja, ninguém poderia entrar. Somente depois que a leitura bíblica fosse terminada é que poderiam entrar na igreja. Estamos relativizando o que é sagrado.

Por esse motivo é que muitos passam por muitas provas e não conseguem a recompensa, pois não há respeito e honra ao Senhor!

O livro de Daniel nos ensina que é possível fazer a diferença em nossa sociedade. É concebível ser contra essa cultura maligna, sem ser rejeitado, esmagado e mesmo assim, ser mais que vencedores!

É possível ser diferente dessa sociedade, sem perder o emprego, os vínculos de amizade, o caráter e a personalidade. Deus está no controle de todas as coisas!

Veja: quando deixamos de acreditar em coisas simples como: perdoar, amar, ser amado, ajudar, socorrer, reconhecer que somos sujeitos a erros todos os dias, sonhar, continuar avançando, não desistir , quando perder a expectativa dessas coisas, é sinal que a vida perdeu todo o sentido.

É permissível chegar inteiro ao final da jornada, quando não negociamos os valores, a fé e os princípios cristãos. É possível servir a Deus e não a Babilônia!

É preciso viver uma fé cristã saudável e uma vida de intimidade com Deus. Vale a pena manter a sua identidade!

Daniel era um jovem que buscava ter uma vida santificada. Ele não media esforços para sacrificar algo e não aceitava o pecado. Ele era um guerreiro de oração. E você? Estaria disposto a abrir mão de algum prazer para pagar o preço da santificação?

Não importa o que aconteça, não podemos comprometer a fé!

Vamos permanecer fiéis a Deus!

Homens que precisam ser imitados

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