Há coisas que o mundo não nota. Pequenos cansaços, desejos simples, faltas silenciosas. Há dias em que seguimos funcionando, cumprindo tarefas, entregando o que é esperado, enquanto por dentro algo falta, e quase ninguém percebe. Mas Deus percebe.
No mês de fevereiro, conversamos sobre o que vestimos. Falamos de identidade, de escolhas, de quem somos quando nos apresentamos ao mundo. Neste mês de março, daremos um passo mais profundo: vamos falar sobre o quanto somos valiosos (as). Valiosos (as) a ponto de Deus notar o que parece pequeno demais para ser mencionado.
A verdade é que nada passa despercebido para Deus, pois Ele é o Deus que percebe a falta da dracma dentro de casa. É o Deus que move alguém até uma feira, e depois até um pacote de bolachas esquecidas, só para responder a um desejo silencioso. É o Deus que enxerga o que ninguém vê, que ouve o que nem sempre conseguimos verbalizar.
Esta edição nasce desse lugar: da certeza de que somos vistos (as). Não apenas nas grandes conquistas, mas nos detalhes da rotina, nas pequenas ausências, nos gestos simples, nos dias comuns.
Na matéria de capa, “Detalhes que só Deus vê”, a autora Sara Sara Caroline de Andrade nos conduz a essa verdade: nada escapa ao olhar do Senhor. Ele conhece os nossos passos, nossos pensamentos e até aquilo que não conseguimos nomear. Já no Café Teológico, refletimos sobre a dracma perdida, a mulher e o cuidado, lembrando que o valor não está no brilho externo, mas no significado que carregamos.
Na carta da coluna Querida Amiga – “Nem sempre é dia de salto”, Larissa Silva Abreu nos acolheu naquilo que somos quando tiramos a armadura da performance e seguimos no ritmo possível. Em “O Deus que prepara bolachinhas”, somos lembrados (as) de que Deus cuida também do ordinário. Já na coluna Novos Dilemas, em “Vivendo rápido demais para notar”, Cinthya Thatiana de Morais nos convida a desacelerar e perceber aquilo que a pressa insiste em nos roubar.
Até na vida prática empresarial, aprendemos que pequenos descuidos podem custar caro, como vemos no texto da coluna Visão de Mercado, em “Pequenas falhas custam caro”, e que o cuidado diário, com o corpo, o coração e as relações faz toda a diferença, como nos lembra “Cuidado em doses diárias”.
Esta edição é um convite a olhar de novo. Para dentro. Para os detalhes. Para aquilo que parecia pequeno demais para ser importante.
Acredite: se algo tem faltado, Deus percebeu. Se um desejo foi guardado em silêncio, Ele ouviu. Se você se sentiu comum demais para ser notado (a), saiba: não passou despercebido!
Que ao virar cada página desta revista, você se lembre disso. Você é visto (a). Você é cuidado (a). Você é profundamente amado (a).
Com carinho,
Marina Oliveira Lopes Coelho
Editora-chefe – Revista Renascer | Edição nº119