O que a reclamação faz com o seu cérebro?

Você já ficou perto de uma pessoa que reclama muito e reclama de tudo? Já parou para prestar atenção em quais sensações sentiu enquanto estava com essa pessoa? Quais os pensamentos passaram por sua mente? Imagino que a sua resposta é que foram sensações negativas, de desgaste e esgotamento emocional. Preciso te dizer que é isso mesmo, pois ouvir uma pessoa reclamona é, no mínimo, cansativo.

Entretanto, você se perguntou se essa pessoa que costuma reclamar é você? Pense sobre isso! É importante considerar essa questão pois a reclamação pode se tornar um hábito sem que ao menos a gente se dê conta disso.

A princípio, a reclamação vem como uma forma de aliviar as emoções, mas, à medida que vai progredindo, ela é danosa não somente aos nossos relacionamentos (afinal, quem quer conviver com uma pessoa reclamona?), mas também ao nosso cérebro.

O nosso cérebro gosta de eficiência e de um caminho mais facilitado para aquilo que precisa ser feito. Dessa forma, ao passo que a reclamação vai surgindo, ele vai fazendo conexões de modo a facilitar o fluxo de informações, ou seja, o comportamento de reclamar será repetido com mais facilidade posteriormente e se tornando assim, um péssimo hábito desenvolvido.

Quando reclamamos, nosso corpo libera o hormônio do estresse chamado cortisol, sendo que o cortisol alto pode aumentar as chances do desenvolvimento de doenças como depressão, fadiga crônica, diabetes e hipertensão arterial; intensificar sensações de irritabilidade e ansiedade; causar ganho de peso e problemas gastrointestinais; além de gerar comprometimentos cardiovasculares. Mas nem tudo é notícia ruim. Como já foi citado, é possível que a reclamação torne-se um hábito; no entanto, pode ser mudada tomando algumas atitudes:

  • Ter a consciência de que é preciso mudar;
  • Refletir a respeito daquilo que você pensa (é isso mesmo!) e questionar se o seu ponto de vista é o único sobre o que acontece ao seu redor;
  • Ser grato! Quando a vontade de reclamar surgir, troque por palavras de gratidão. Dessa forma, o seu cérebro criará novas conexões, entendendo que ser positivo faz parte do seu novo modo de ser e, por consequência, trará efeitos positivos não somente em seu corpo, mas também para seus relacionamentos.

Assim, quando perceber que está retornando a essa prática, lembre-se que ela pode ser prejudicial tanto para nossa saúde mental quanto física, além de afetar negativamente nossos relacionamentos. Portanto, que possamos escolher a positividade e a gratidão como nossos companheiros diários, cultivando um novo modo de ser que beneficie não apenas a nós mesmos, mas também aqueles ao nosso redor.

Rosiana Pereira Leite Rocha

Psicóloga Vice-líder do Ministério de Mulheres da Igreja Batista Renascer.

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