O tempo da figueira chegou!

imagem: envato

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“Aprendam a parábola da figueira: quando já os seus ramos se renovam e as folhas brotam, vocês sabem que o verão está próximo. Assim, também vocês, quando virem todas estas coisas, saibam que está próximo, às portas.” (Mateus 24:32-33).

Há ensinos de Jesus que não apenas informam, mas despertam. A parábola da figueira é uma dessas palavras proféticas que nos convidam a enxergar além da superfície e discernir o tempo de Deus. Ela não fala de um relógio terreno, mas de um relógio profético, cujos ponteiros marcam a história da redenção e apontam para a volta iminente de Cristo. E, ao nos aproximarmos do fim de mais um ano, esse convite à reflexão se torna ainda mais necessário: é tempo de olhar para o alto e perguntar se temos percebido os sinais do que o Senhor está fazendo em nossa geração.

Em Lucas 12:54-56, Jesus repreende a geração do seu tempo, dizendo: “Vocês sabem interpretar a aparência da terra e do céu, mas não sabem discernir esta época.” Era como se o Senhor dissesse: “Vocês compreendem os sinais naturais, mas ignoram os sinais espirituais.” Essa advertência ecoa com ainda mais força em nossos dias. Somos capazes de prever o clima, de acompanhar os ciclos econômicos e as tendências tecnológicas, mas espiritualmente muitos têm perdido a sensibilidade para perceber o que o Espírito está revelando à Igreja.

Na linguagem profética das Escrituras, a figueira representa o povo de Israel. Em Mateus 24, quando Jesus fala da figueira que volta a florescer, Ele não está descrevendo apenas um fenômeno natural, mas um renascimento nacional e espiritual. E foi exatamente isso que aconteceu em 14 de maio de 1948, quando Israel voltou a ser reconhecido como nação após quase dois mil anos de dispersão. O profeta Isaías já havia anunciado séculos antes: “Será que uma nação pode nascer num só dia?” (Isaías 66:8). O impossível aconteceu diante dos olhos do mundo. A figueira brotou novamente, e o relógio profético de Deus começou a marcar uma nova contagem regressiva.

Jesus também declarou: “Em verdade lhes digo que não passará esta geração sem que tudo isto aconteça.” (Mateus 24:34). Essa expressão “esta geração”, tem gerado muitas interpretações. No contexto bíblico, vemos em Gênesis 15:13-16 que o Senhor disse a Abraão que sua descendência ficaria cativa no Egito por quatro gerações, o que equivaleria a cerca de quatrocentos anos. Isso nos mostra que, para Deus, uma geração pode representar aproximadamente um século. É certo que não cabe a nós marcar datas, pois o próprio Cristo afirmou que “daquele dia e hora ninguém sabe” (Mateus 24:36), mas podemos e devemos discernir os tempos.

O florescimento de Israel em 1948 e os inúmeros sinais que se multiplicam em nossos dias, como guerras, crises morais, esfriamento do amor, aumento do engano e da apostasia, indicam que estamos vivendo a estação da figueira. O verão está próximo. O Rei está às portas. O relógio profético de Deus está em contagem viva, e o tempo da graça, este em que o Evangelho é pregado a todas as nações, se aproxima do seu cumprimento.

As Escrituras também nos apontam para a profecia das setenta semanas de Daniel (Deuteronômio 9:24-27), que revela o plano divino de redenção. Sessenta e nove dessas semanas já se cumpriram com exatidão, desde a ordem para reconstruir Jerusalém até a morte e ressurreição de Cristo. Resta apenas uma última semana, a septuagésima, que ainda não se cumpriu e corresponderá aos sete anos da tribulação, quando Deus voltará a tratar diretamente com Israel e com as nações. Entre a sexagésima nona e a septuagésima semana, vivemos o intervalo da graça, o tempo da Igreja, em que Deus estende a Sua misericórdia e prepara o mundo para o retorno do Seu Filho.

Por isso, falar sobre o tempo da figueira não é semear medo, mas despertar fé, arrependimento e vigilância. A volta de Cristo não representa o fim de tudo, mas o começo de tudo o que sempre esperamos. Assim como o brotar das folhas anuncia o verão, os sinais que vemos hoje anunciam o breve retorno do nosso Senhor. Este é o tempo de voltar ao primeiro amor, de santificar a vida e de viver com os olhos no céu.

Enquanto o mundo se apressa rumo à consumação dos séculos, a Igreja caminha em direção às bodas do Cordeiro. E, à medida que o ano se encerra, somos chamados a fazer uma pausa: menos pressa, mais discernimento; menos distração, mais presença.

O tempo da figueira chegou!

Que possamos discernir o tempo, preparar o coração e proclamar com esperança: “Ora vem, Senhor Jesus!” (Apocalipse 22:20).

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