Uma santidade perceptível

imagem: envato

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Querido leitor, querida leitora:

Esta edição nasceu de um detalhe. Não de um grande evento, nem de uma reunião planejada, mas de algo pequeno, quase imperceptível. Em uma conversa simples com uma amiga, ela me disse: “Hoje em dia, a fé é muito falada, mas pouco percebida.” A frase ficou ecoando em mim por dias, não como crítica, mas como convite. Foi ali que entendi: precisávamos falar sobre uma santidade que se nota sem precisar ser anunciada. Uma santidade que se revela no cotidiano, no comportamento, na postura, nas escolhas silenciosas. Assim nasceu a edição nº 118 da Revista Renascer.

Enquanto organizava a pauta, percebi que todos os textos, de alguma forma, apontavam para a mesma direção: aquilo que vestimos por dentro sempre transborda para fora. A santidade que professamos inevitavelmente se torna visível, ou pela coerência, ou pela ausência dela. Não é algo abstrato, é perceptível.

A nossa matéria de capa, Vestidos de Cristo, parte exatamente dessa ideia. Inspirado em Colossenses 3:12, o texto nos convida a entender santidade como identidade prática. Revestir-se de Cristo é uma escolha diária que se expressa em misericórdia, bondade, humildade, mansidão e paciência. Não como discurso, mas como vida vivida. Uma fé que se usa todos os dias, nos ambientes mais comuns.

Na entrevista deste mês, conversamos com a educadora Leydiane Rodovalho sobre: “Volta às aulas: mais do que material novo”, e ampliamos o olhar para além do início do ano letivo. Falamos sobre preparar o coração, as emoções e os valores, porque formar pessoas também é ensinar limites, autocontrole e fé aplicada à vida real. Santidade também se aprende no ambiente familiar, nas conversas simples e nas atitudes repetidas.

A coluna Querida Amiga, com o texto: “Vista-se de força e dignidade”, Aryana Lobo traz um diálogo sensível e necessário para este tempo. Um lembrete de que força não é dureza, dignidade não é perfeição e santidade também se manifesta na forma como a mulher se trata, se respeita e se posiciona diante das pressões do dia a dia.

No Café Teológico, a história de Ester nos conduz a um princípio profundo: “Ester: vestida para se apresentar.” Um texto em que a autora nos lembra que Deus não apressa processos, e que antes da honra, há preparo. Antes da visibilidade, há formação. Uma santidade construída no secreto que sustenta o propósito no público.

A Palavra Pastoral, escrita pelo pastor João Queiroz, com o tema: “Cuide bem do que restou,” nos chama a valorizar aquilo que permaneceu depois das perdas, enquanto Por Dentro e por Fora, Lilia Morais nos convida a transformar entusiasmo em hábito neste mês de fevereiro, mostrando que constância também é expressão de maturidade.

Em Novos Dilemas, o texto: “Fé em modo avião”, provoca uma reflexão atual e necessária: até que ponto a nossa fé acompanha as nossas escolhas quando o ambiente testa as convicções? Porque a verdadeira santidade não é circunstancial, ela se revela justamente quando é desafiada.

Querido leitor, querida leitora, esta edição não foi pensada para impressionar, mas para despertar. Para lembrar que a santidade mais poderosa é aquela que não precisa ser explicada, porque é percebida. Que se revela no jeito de falar, de trabalhar, de reagir, de amar e de permanecer fiel.

Que, ao percorrer estas páginas, você se veja, se ajuste e se fortaleça. E que, ao fechar esta revista, alguém consiga enxergar um pouco mais de Cristo através da sua vida.

Com carinho e propósito.

Boa leitura!

 

Marina Oliveira Lopes Coelho

Editora-chefe – Revista Renascer | Edição nº118

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