“Segui a paz com todos e a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor.” (Hebreus 12:14).
O início de um novo ano sempre chega como um convite do Senhor para nós. É tempo de ajustar caminhos, avaliar rotas espirituais e discernir o que precisa ser realinhado diante de Deus. Nesse movimento de começo e recomeço, tornou-se evidente que o maior desafio da vida cristã não está apenas em pedir o agir de Deus, mas em viver de forma digna da Sua presença. Assim, estamos sendo conduzidos para um único tema: santificação.
É fato que muitos desejam milagres, mover espiritual e transformação, mas poucos desejam trilhar o caminho que sustenta essas experiências. Por isso, eu entendo que não existe colheita sem plantio, e a santidade não é uma sugestão, mas um chamado. Josué já havia afirmado: “Santificai-vos, porque amanhã o Senhor fará maravilhas no meio de vós.” Com esse versículo, aprendemos que a promessa da santidade está condicionada a um posicionamento que sempre nasce do nosso coração.
No contexto da liderança, esse princípio da santidade torna-se ainda mais evidente. Quem deseja ensinar precisa estar disposto a aprender; quem deseja ministrar precisa estar submisso ao altar. A verdade é que a ausência no convívio da igreja e a desconexão com a liderança fragilizam a autoridade espiritual. E, nesse contexto é interessante afirmar que muitas vezes, o problema não está apenas no afastamento, mas no que se absorve de fontes distantes e descompromissadas, onde doutrinas sem raiz geram confusão e desajuste espiritual.
A presença de Deus tem um preço e é inegociável. A vida não nos oferece outra oportunidade além desta: uma única existência para decidir a eternidade. Hebreus 9:27 nos lembra disso com clareza. E, se a jornada exige atravessar Jordões espirituais, como Josué atravessou, então ela também exige jejum, consagração e também santidade. Não como misticismo, mas como obediência prática. Observe que o milagre só veio depois da santificação e assim o rio só parou porque houve alinhamento.
A diferença entre Saul e Samuel também evidencia o princípio da santidade. Ambos caminharam por quarenta anos, mas colheram resultados completamente distintos: Saul viveu guerra todos os dias, enquanto Samuel viveu em paz. O motivo era simples: Samuel vivia no altar; Saul vivia na desobediência. Assim, aprendemos que onde falta santidade, até o que é certo se torna conflito. Onde há santidade, até as batalhas se transformam em caminho de paz.
Já a ausência de santidade desorganiza todas as esferas da vida: casamento, filhos, emoções, saúde, finanças. A sociedade tem revelado sinais dessa crise, como o aumento dos divórcios, da rebeldia, das doenças emocionais e violência crescente. Tudo isso é reflexo de um mundo desconectado da pureza de Deus. A santidade, ao contrário, restaura o ambiente do lar, cura feridas internas, renova o discernimento, fortalece a mente e devolve autoridade espiritual. Acredite: uma mente santificada é terreno fértil para o agir de Deus.
Nesse contexto, somos chamados a ser atalaias. Deus entregou sensibilidade espiritual, visão e responsabilidade. O que se planta hoje determina a qualidade das bênçãos de amanhã e por isso, a santificação é a nossa semente, e Deus é fiel para cumprir a colheita.
Portanto, a santificação é um caminho diário e dessa forma, pela Palavra, Deus santifica; pela oração, cada cristão também se santifica. A aliança com Deus e com aqueles que Ele confiou, família, igreja, ministério, é o que sustenta a vida espiritual e assim a igreja continua sendo a esperança do mundo, e não há outro plano além dela.
Neste início de 2026, que cada passo seja dado em direção à pureza, ao compromisso e ao altar. Sem dúvida alguma a santificação é o caminho que conduz ao centro da vontade de Deus e abre portas para aquilo que Ele deseja realizar.
Que este seja o ano de uma vida santificada e, por isso, cheia de maravilhas!
Feliz 2026!