Ansiedade: todo mundo tem!

Segundo o dicionário técnico de Psicologia, o conceito de ansiedade está ligado a um estado emocional desagradável e apreensivo, suscitado pela suspeita ou previsão de um perigo para a integridade da pessoa.

As manifestações de ansiedade podem ser de ordem física (descargas automáticas, suores, taquicardia, etc.) ou de ordem subjetiva (aflição, angústia, perturbação do espírito causada pela incerteza, sentimentos de apreensão nem sempre suscetíveis de descrição).

No entanto, a ansiedade é também um estímulo que faz o indivíduo entrar em ação, porém, em excesso, faz exatamente o contrário, impedindo as reações. O fato é que todo mundo tem ansiedade, pois ela é ativada sempre que a nossa mente avalia uma situação de risco, que nos alerta, nos prepara e nos ativa recursos internos para o enfrentamento dos desafios na obtenção dos melhores resultados possíveis.

Na maioria dos casos, a ansiedade se desenvolve dentro do contexto das pressões, demandas e estresses do cotidiano, caracterizado pela preocupação excessiva em relação ao futuro. Dessa forma, não se pode deixar de mencionar o efeito negativo que a pandemia tem causado na população, como as incertezas, medos relacionados a própria morte, perda de entes queridos, instabilidade física, emocional, financeira, isolamento e distanciamento social. Todas essas inseguranças têm sido um gerador de ansiedades no contexto atual, fazendo com que o indivíduo experimente um sofrimento psíquico que pode desencadear desde a alteração do sono, até mesmo um transtorno de ansiedade específico, como o pânico, fobia social ou transtorno de ansiedade generalizada (TAG).

Para uma melhor reflexão sobre a ansiedade, segue algumas questões que você, caro leitor, pode responder:

  • Quais são os pensamentos ansiosos que se intrometem automaticamente em sua mente? Liste-os:
  • O que você sente quando esses pensamentos negativos surgem?
  • Tem dificuldade de adormecer ou o sono é interrompido por alguma preocupação excessiva?
  • Considera difícil controlar a preocupação?
  • Tem tido prejuízo no desempenho diário?
  • Se percebe irritado ou com tensão muscular?
  • Tem dificuldade de se concentrar?
  • Sente falta de ar?

A princípio, é importante que você diferencie a preocupação produtiva da improdutiva e que você saiba que é um fator de saúde fazer essa avaliação cognitiva para assim identificar o que pode ser trabalhado (psicoeducação).

Dessa forma, você irá educar os seus pensamentos e corrigir as crenças e interpretações de ameaça tendenciosas de questões preocupantes, além de melhorar a confiança na capacidade de solucionar problemas, intensificando o senso de segurança e de autoconfiança para lidar com desafios futuros. Com isso, você irá aceitar os riscos e tolerar os resultados incertos de situações e eventos futuros, ou seja,  poderá reavaliar a probabilidade e a gravidade da ameaça.

Entenda: a ansiedade que você sente te projeta no sentido de preparar-se com todos os mecanismos, mas também pode te paralisar, a partir do bloqueio e do descontrole de seus comportamentos e pode comprometer os seus resultados. A pergunta é: os pensamentos mantidos com essa ansiedade te fazem bem ou mal?

Assim, sugiro que os avalie, treine o seu cérebro para reconhecer o perigo real do imaginário, conscientize-se sobre a importância da prevenção e assepsia física (o ato de tornar algo esterilizado), mas acima de tudo, cuide da conservação da sua higiene mental para o seu bem-estar!

Faça terapia, tire tempo para você! Conecte-se com o Criador e seja feliz!

Como cristã que sou, deixo para você refletir:

Lançando sobre Ele toda a vossa ansiedade, porque Ele tem cuidado de vós”.

(I Pedro 5:7).

Líbina Messac

Pedagoga, Psicóloga Clínica, Pós-graduada em Terapia Cognitiva Comportamental e em Psicologia Escolar – Coaching-PSC, membro da Igreja Batista Renascer. Contatos: (62) 99105-1718 / Instagram: @libina_messac

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