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Aonde está Deus agora?

Existe uma questão que mexe com o nosso imaginário e trabalha em nossa fé: aonde está Deus agora? Certamente esta é uma pergunta inquietante.  Lendo sobre a ascensão de Jesus, analiso os seus discípulos que o viram nesta posição extraordinária. Imaginem: depois de terem experimentado e vivenciado uma crucificação, onde seus ânimos e fé ficaram estremecidos, logo depois, os discípulos contemplaram um túmulo vazio, onde não mais estava o seu mestre. No lugar do corpo, encontraram a promessa dada pelos anjos de que um dia na história Ele voltaria.

Ouvindo e lendo o noticiário, com tantas barbaridades, atrocidades, guerras, balas perdidas, assaltos e roubos banalizados, lembro-me da interrogativa de onde está Deus, e até da afirmação de que Deus está morto.

Analisando as respostas de muitas pessoas para essa pergunta, observo a influência viva que permanece por gerações, como por exemplo o posicionamento de Nietzsche, Freud, Marx, Camus e Beckett, que afirmaram que o Senhor nos abandonou, deixando-nos livres para estabelecer as nossas próprias regras.

Vimos em eventos como os de Auschwitz e Ruanda, exemplos chocantes de como pessoas agem quando deixam de crer num soberano Senhor da terra.  Se não existe Deus, como disse Dostoievski, então tudo é permissível.

Lendo a Palavra de Deus, encontro a parábola da ovelha e dos bodes. Entre todas as parábolas ensinadas por Jesus, esta é uma das últimas, em que Ele nos ensina que haverá um juízo quando o Filho do Homem vier em Sua glória, e todos os santos anjos se assentarão com Ele no trono. Veja:

“E todas as nações serão reunidas diante d’Ele, e apartará uns dos outros, como o pastor aparta dos bodes as ovelhas;
E porá as ovelhas à sua direita, mas os bodes à esquerda.
Então dirá o Rei aos que estiverem à sua direita: Vinde, benditos de meu Pai, possuí por herança o reino que vos está preparado desde a fundação do mundo;
Porque tive fome, e destes-me de comer; tive sede, e destes-me de beber; era estrangeiro, e hospedastes-me;
Estava nu, e vestistes-me; adoeci, e visitastes-me; estive na prisão, e foste me ver.
Então os justos lhe responderão, dizendo: Senhor, quando te vimos com fome, e te demos de comer? ou com sede, e te demos de beber?
E quando te vimos estrangeiro, e te hospedamos? ou nu, e te vestimos?
E quando te vimos enfermo, ou na prisão, e fomos ver-te?
E, respondendo o Rei, lhes dirá: Em verdade vos digo que quando o fizestes a um destes meus pequeninos irmãos, a mim o fizestes.
Então dirá também aos que estiverem à sua esquerda: Apartai-vos de mim, malditos, para o fogo eterno, preparado para o diabo e seus anjos;
Porque tive fome, e não me destes de comer; tive sede, e não me destes de beber;
Sendo estrangeiro, não me recolhestes; estando nu, não me vestistes; e enfermo, e na prisão, não me visitastes.
Então eles também lhe responderão, dizendo: Senhor, quando te vimos com fome, ou com sede, ou estrangeiro, ou nu, ou enfermo, ou na prisão, e não te servimos?
Então lhes responderá, dizendo: Em verdade vos digo que, quando a um destes pequeninos o não fizestes, não o fizestes a mim”. 
(Mateus 25:32-45)

Ao ler esse texto, encontrei então a resposta para a questão: aonde está Deus agora? Deus nunca se ocultou, pelo contrário, Ele se disfarçou e se disfarça através dos pobres, famintos, enfermos, prisioneiros arrependidos, maltrapilhos, refugiados, deprimidos, drogados, entre outros. O Senhor quer que façamos algo por essas pessoas, pois quando realizamos alguma coisa por um destes pequeninos, estaremos fazendo também por Deus.

Jesus subiu aos céus e deixou a sua essência em nossos corações. Como igreja somos responsáveis pelo cuidado dos seus pequeninos e por zelar sempre pela paz.

Quando fazemos capelania e visitamos os enfermos, oramos e levamos palavras de consolo, não só para o enfermo, mas também para os seus familiares, assim como fazemos nas prisões, aos maltrapilhos e aos refugiados. Quando damos de comer, de beber, ou hospedamos alguém, na verdade, estamos fazendo para Deus. O Senhor, em sua onisciência, aceitará os nossos atos com o coração sempre grato.

Por isso, Deus está entre nós, atendendo aos necessitados deste mundo. Como igreja, somos seus embaixadores e o maior milagre que podemos oferecer à alguém é a salvação em Cristo. É nesta ideia que está o nosso compromisso missionário.

Precisamos nos voltar a contemplar a misericórdia e a exercer o amor, pois somente assim faremos a diferença neste mundo caótico e miserável.

Deus assuntou, mas o Seu Espírito está em nós. Por isso, Deus não nos abandonou, Ele está cada dia mais vivo.

Conclamo a todos: vamos fazer missões, vamos amar o próximo!

Aonde está Deus agora?

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