Feminilidade cristã: um chamado a entrega

O que você entende por feminilidade? Essa palavra nos remete a características, estado, comportamento feminino, ou maneira de agir da mulher. No entanto, a definição, construção e percepção de feminilidade está associada de forma direta ao ambiente em que vivemos, as normas, valores sociais, culturais e também às experiências vividas pelas mulheres.

Assim como a sociedade evolui, a concepção de feminilidade também tem se transformado ao longo do tempo. Desde o início do século XX até o começo do século XXI, as mulheres alcançaram muitas conquistas significativas. Elas adquiriram o direito ao voto, a oportunidade de trabalhar fora de casa, começaram a discutir a igualdade salarial e conquistaram maior liberdade de expressão.

Esses avanços trouxeram uma nova estrutura de responsabilidades, caracterizada por sua complexidade, dinamismo, multiplicidade e rapidez. Em meio a essas mudanças, expressões como ‘contente’, ‘equilibrada’, ‘radiante’, ‘bem-humorada’, ‘criativa’, ‘feminina’, ‘amorosa’, ‘paciente’ e ‘feliz’ podem parecer como vagas lembranças de uma vida que já não pertence mais às mulheres modernas. Essa evolução reflete um cenário em constante mudança, onde a feminilidade se redefine continuamente.

A expressão “meu corpo, minhas regras” tornou-se um poderoso grito de reivindicação por conquistas e direitos. No entanto, em Romanos 12:1-2, Paulo apresenta uma visão contrária a esse slogan, incentivando uma vida de dedicação e entrega. Esse conceito é um componente fundamental da Feminilidade Cristã.

Na tradição cristã, quando uma mulher se casa, ela entrega não apenas sua independência, mas também seu nome, destino, vontade e, na noite de núpcias, entrega o seu corpo ao noivo. Como mãe, ela dedica-se inteiramente à vida dos seus filhos. E como mulher solteira, entrega-se de maneira única ao serviço do Senhor, da família e da comunidade. Este é um reflexo da visão cristã de entrega e sacrifício, onde a própria vida é vista como um dom a ser compartilhado com outros.

É por esse motivo, que os padrões do mundo não podem nortear a vida da mulher cristã. O preço pago para sustentar a feminilidade ditada pelo mundo tem gerado danos irreparáveis.  Sim, vivemos neste mundo, mas não somos daqui. Precisamos entender que a vida cristã é regida por princípios espirituais e não carnais.

Em I Pedro 3:3-5, a Escritura faz um paralelo entre dois tipos de beleza: a beleza interior, descrita como incorruptível, e a beleza exterior, vista como corruptível. A verdadeira feminilidade não se encontra nas características genéticas que se alteram com o tempo, nem na tendência a falar pouco. Em vez disso, ela é revelada por um “espírito manso e quieto”, que se manifesta em um coração sereno e confiante em Deus. Esta atitude interna é caracterizada pela ausência de ansiedade e por uma fé profunda, refletindo a verdadeira beleza que vem de dentro.

Portanto, a feminilidade, vista sob a perspectiva da Palavra de Deus, nos desafia a uma vida de entrega e santidade de forma integral. O Senhor, conhecendo os desafios e pressões que enfrentamos em nossa jornada, nos proporciona o auxílio do Espírito Santo. Esse auxílio Divino nos capacita a atender ao chamado para a entrega, conforme expresso em Salmos 37:5, e para a santidade, como indicado em Isaías 35:8a.

Flávia Modesto da Silva Serqueira

Esposa do Pastor Flávio Serqueira, mãe do Pedro e Heitor, Pastora da Igreja Batista Renascer Orlando de Morais. Guarda Civil Metropolitana de Goiânia, Gestora em Segurança Pública, Pós-graduada em Guarda Civil, Ex-Comandante da Patrulha Mulher Mais Segura da GCM, Segurança Vip. Contato: (62) 98247-2922

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