Revista Renascer

Futurando

Quanto vale sua segurança na internet?

Você já passou pela experiência de, ao sair de casa, esquecer a porta aberta ou destrancada? Se sim, você provavelmente quis voltar logo para resolver isso. A facilidade dos tempos modernos trouxe, através da tecnologia intrínseca, problemas como este do mundo real, mas que de certa forma tem consequências em escala bem maior. Como você vive na internet? Digo viver porque eu sei que você tem uma vida lá. Parafraseando Guimarães Rosa, se viver é muito perigoso, viver na internet é perigosíssimo! A tecnologia permite um novo tipo de risco, para o qual a maioria das pessoas ainda não está plenamente adaptada.

Calma, não quero te assustar! Mas também preciso te assegurar que a forma como a internet invadiu nossas vidas não tem volta.

Então, é melhor falarmos de prevenção em relação à segurança na internet.

A nova fronteira a ser esmiuçada, tanto do ponto de vista regulatório quanto do tecnológico, é a segurança na rede. Você pode nem ter reparado, mas o modo como nos relacionamos com produtos e serviços mudou e um novo e precioso elemento foi adicionado: o dado.

As informações da nossa vida, aquilo que sabemos dos outros, o que consumimos, fazemos, pensamos, sonhamos ou desejamos. Tudo são dados que passam a ter uma função econômica e social muito mais evidente, e justamente por isso é que precisamos ter o cuidado para não danificar a nossa identidade.

Publicar uma selfie, curtir uma postagem, marcar o lugar onde está jantando com os amigos, tudo isso faz parte da vida digital. E pode ser aquela porta destrancada lá do início. “Ah, então você está dizendo que não posso fazer nada na internet? ”. Bem, pode! Mas tenha sempre em mente que o nosso comportamento é, no fim das contas, visto e usado por grandes empresas como algo puramente comercial. Quando você procura por um produto, outros sites parecem saber o que você buscou. E eles sabem!

Boa parte dos dados é usada para vender coisas que são do nosso interesse. Isso não é ruim, afinal, não é ótimo receber um produto com desconto na sua timeline, e justamente aquele que você estava procurando? A dúvida que se coloca é saber para onde pesa mais a balança da facilidade versus privacidade. Não é que para ter segurança você não possa divulgar nenhum dado, mas seja cauteloso. Na internet você está em uma praça pública, então tenha cuidado ao publicar coisas pessoais.

As pessoas não precisam saber a todo momento onde você está, ou se você vai ficar 20 dias de férias.

Você sabia que usando os seus likes é possível saber sobre sua a religiosidade, postura política, inteligência, situação conjugal, etc? Com essas informações já é possível traçar sua personalidade através de inteligência artificial. Em uma experiência feita com um destes algoritmos, 10 likes foram suficientes para acertar dados sobre a pessoa, mais do que os próprios colegas de trabalho. Com 70, acerta-se mais que os amigos, com 150, mais que família, e com 300, o programa acertava em média mais dados que o próprio cônjuge!

Veja como a coisa é séria: o criador do Facebook fez uma foto para uma campanha do Instagram onde foi possível perceber que ele tinha a câmera e o microfone de seu notebook tapados com fita! Se ele toma cuidados como esse com a privacidade para ter segurança, isso é algo a ser ponderado. Hoje andamos com um aparelho capaz de colher informações de gastos, monitorar com quem falamos, acompanhar cada movimento que fazemos, rastrear todos os lugares por onde passamos, saber de todos os sites que navegamos e mensagens que trocamos – para nossa facilidade e segurança na internet.

Sabe aquele texto enorme que nós nunca lemos e só clicamos em “sim estou de acordo”?

Podemos acabar permitindo que os aplicativos coletem muito mais dados do que gostaríamos. Espionagem existe desde muito tempo, pois é uma questão de segurança nacional desenvolvida por governos, e a internet só é o alvo mais recente, que permite ataques de forma massiva. Não se engane, Microsoft, Google, Facebook, Apple… todas estão conectadas.

Então estamos perdidos? Não! Sejamos otimistas! Afinal, a internet nos trouxe benefícios imensuráveis. O que precisamos fazer é não esquecer de trancar a porta. Encriptação da informação, por exemplo, é importante, mas se você não usa autenticação em dois fatores, fatalmente será uma presa fácil para uma simples criança que bisbilhotar sua senha numérica. Por mais seguros que sejam os sistemas, a nossa não atenção e preocupação com esses detalhes acaba sendo a parte fraca.

Vou te dar algumas dicas importantes sobre como aumentar a sua segurança na internet:

Evite anúncios duvidosos

É muito comum se deparar com pop-ups e banners chamativos ao sair de um site pulando na nossa tela. Fique atendo com preços muito baixos e duvide sempre se for solicitado o download de algum item nesses casos.

Crie senhas difíceis de serem descobertas

Eu tenho certeza que você não tem nenhuma senha “123456”, e nem a sua data de nascimento como senha. Então lembre de falar para aquele seu amigo que tem senhas assim, que ele pode melhorar a ‘força’ da senha dele usando caracteres especiais, como $%*#@ no meio da senha, além de números e letras maiúsculas e minúsculas, intercalando isso com duas ou três palavras que sejam fáceis de memorizar. Ah, e lembre ele também que não é muito recomendado usar a mesma senha para tudo! Utilize sites como o How secure is my password ou o Password Meter para checar se sua senha (ou melhor, para o seu amigo checar se a senha dele) está realmente boa!

Cuidado com links de bancos e SMS falsos

Recebeu um e-mail dizendo que o banco precisa de alguns dados seus para validar um acesso ou uma transação? Veja, se não for o próprio gerente do banco, não acredite! Os bancos não fazem confirmação de dados sensíveis via SMS ou e-mail, e muito raramente por ligação. Desconfie sempre e peça confirmação de tudo antes de passar senhas ou dados pessoais.

Quanto vale sua segurança na internet?

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