Que amor é esse?

“Novamente Jesus disse: ‘Simão, filho de João, você realmente me ama?’ Ele respondeu: ‘Sim, Senhor, tu sabes que te amo’. Disse Jesus: ‘Pastoreie as minhas ovelhas. Pela terceira vez, ele lhe disse: ‘Simão, filho de João, você me ama?’. Pedro ficou magoado por Jesus lhe ter perguntado pela terceira vez ‘Você me ama?’ e lhe disse: ‘Senhor, tu sabes todas as coisas e sabes que te amo’. Disse-lhe Jesus: Cuide das minhas ovelhas”. (João 21:16-17).

Para a Palavra Pastoral desta edição, quero destacar o sentimento de Pedro ao viver a ocasião relatada no Evangelho de João. Reparem que Pedro chegou a ficar constrangido com a repetição da mesma pergunta feita por Jesus, ao questionar o seu amor.

Hoje, quero convidá-lo a refletir sobre três posicionamentos que podemos assumir como resposta para a pergunta: que amor é esse?

A primeira resposta que desejo destacar é a de que não há amor sem serviço. Atente-se às seguintes palavras de Cristo: “Portanto, vão e façam discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo, ensinando-os a obedecer a tudo o que eu lhes ordenei. E eu estarei sempre com vocês, até o fim dos tempos”. (Mateus 28:19-20). Perceba que o serviço está incluído em uma das principais instruções deixadas por Cristo para os seus seguidores. Portanto, é necessário entendermos que o amor verdadeiro envolve o servir ao próximo, seja com uma ação ou até mesmo uma palavra que edifica.

Nesse sentido, as pessoas que não entendem o valor do serviço atrelado ao sentimento do amor ao próximo se tornam apenas consumidoras de religião, o que para muitos pode ser um lugar cômodo, pois poucas atitudes precisam ser tomadas. Fazer discípulos não é uma tarefa fácil, pois exige de nós uma dedicação em amor, não apenas por meio de palavras, mas também através de exemplos. Dessa forma, não basta ocuparmos as cadeiras da igreja. Se quisermos de fato demonstrar serviço e amor ao próximo, precisamos produzir frutos.

Entenda: o Senhor se move por meio de pessoas, por isso, cabe a nós levar o Evangelho ao conhecimento de outros. Precisamos entender que existem pessoas sedentas e perdidas, que estão extremamente necessitadas de serem impactadas pelo amor de Deus.

A segunda resposta que trago sobre que amor é esse, refere-se ao compromisso, pois não existe amor sem compromisso. Reflita sobre a seguinte passagem de Atos: “Então, chamando-os novamente, ordenaram-lhes que não falassem nem ensinassem em nome de Jesus. Mas Pedro e João responderam: julguem os senhores mesmos se é justo aos olhos de Deus obedecer aos senhores e não a Deus. Pois não podemos deixar de falar do que vimos e ouvimos”. (Atos 4:18-20).

Nessa passagem bíblica vemos que Pedro e João foram presos e pressionados com  ameaças, mas não abriram mão do compromisso firmado com o Reino de Deus.

As pessoas querem usufruir do que Deus possui, mas não permitem que Deus usufrua do seu tempo, de sua saúde e recursos. Certamente desejam a Deus como abençoador, mas não buscam tê-lo como Senhor, pois isso implica em obediência.

Somos uma geração que troca facilmente o Senhor por coisas. Basta pensar nas razões que impedem você de ir aos cultos, por exemplo. Desde os tempos bíblicos de Israel, o Senhor nunca permitiu que seu povo tivesse outros deuses e senhores. Por isso, é importante entender: o que você tem amado e servido mais do que a Deus?

Irmãos, é preciso dar o lugar devido ao compromisso feito com a obra de Deus e com a congregação, sendo fiel e servindo  com o seu ministério. Saiba que apenas o Senhor pode ocupar a posição  principal em nossas vidas, pois Ele nos amou tanto ao ponto de entregar o Seu único filho em amor a nós. Veja:

“Porque Deus tanto amou o mundo que deu o seu Filho Unigênito, para que todo o que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna”. (João 3:16).

O terceiro ponto que desejo ressaltar é o de que não existe amor sem renúncia. Veja os versículos de Marcos, em que Jesus respondeu: “Digo-lhes a verdade: Ninguém que tenha deixado casa, irmãos, irmãs, mãe, pai, filhos, ou campos, por causa de mim e do Evangelho, deixará de receber cem vezes mais já no tempo presente casas, irmãos, irmãs, mães, filhos e campos, e com eles perseguição; e, na era futura, a vida eterna”. (Marcos 10:29-30).

Mais uma vez lemos as palavras de Cristo, que nos mostram a disponibilidade do amor cristão em fazer renúncias e sacrifícios. Irmãos, quando entendemos o papel principal que deve ser dado ao Senhor, a nossa vida começa a tomar um novo rumo.

Em minha trajetória aprendi que o preço da presença de Deus chama-se tempo, portanto, os períodos que dedicamos para conhecê-lo são inegociáveis. Por isso, o meu conselho é para que escolha a melhor porção do seu tempo e invista em oração e leitura bíblica. Existem renúncias necessárias que fazem parte do compromisso estabelecido pela nossa fé e isso faz parte do amor.

Para finalizar essa reflexão, quero destacar que os pontos essenciais para a felicidade são: algo para fazer, para amar e algo pelo que esperar.

Precisamos compreender que o Reino de Deus não é composto apenas por emoções, mas é movido por propósito. Não se esqueça do compromisso que você possui como servo de Deus.

O meu desejo é que a sua vida seja a mais verdadeira prova do seu amor ao Senhor, pois o amor de Deus é a maior força que existe. Ele é incomparável, ilimitado e pode quebrar qualquer obstáculo. Esse amor tem o poder de transformar qualquer situação e de mudar até o coração mais endurecido.

Seja grato todos os dias e louve a Deus pelo Seu sublime amor!

Deus te abençoe!

Pr. João Queiroz

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Graduado em Pedagogia e Teologia, pós-graduado em Neuropsicologia e Psicanálise Clínica. Fez curso de Coaching, é pastor presidente da Igreja Batista Renascer.

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