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Depressão: O mal do século

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), 350 milhões de pessoas sofrem de depressão em todo Planeta, sendo mais de 11 milhões só no Brasil, e o pior, sete em cada dez deprimidos sequer sabem que estão doentes. Um transtorno que não reconhece idade, sexo ou classe social, é considerado o mal do século e deve se tornar a doença mais comum do mundo até 2030, afetando mais pessoas do que qualquer outro problema de saúde.

Mas o que é depressão?

Como nos alerta a OMS, a depressão é uma doença bem definida do ponto de vista médico, com sintomas intensos, prolongados no tempo e que interferem nas atividades diárias dos indivíduos (Kandhelwal, 2001). É caracterizada por alterações no apetite ou peso, sono (insônia ou sono excessivo) e atividade psicomotora, diminuição da energia, sentimentos de desvalorização pessoal ou culpa, dificuldades em pensar, concentrar-se ou em tomar decisões, pensamentos recorrentes a propósito da morte ou ideação, planos ou tentativas suicidas. Sendo que apresentando quatro destes sintomas, estando eles presentes todos os dias num período mínimo de duas semanas consecutivas, o indivíduo poderá ser levado a um diagnóstico de depressão.

Há uma alteração química no cérebro do paciente, onde os neurotransmissores não são produzidos de maneira satisfatória. Entre eles estão a serotonina, noradrenalina e dopamina, que são substâncias que transmitem impulsos nervosos entre as células.

Depressão, de onde ela vem?

Assim como acontece em diversas doenças psiquiátricas,não existe uma causa única para a depressão. A doença é provocada pela interação de diversos fatores, sejam eles químicos, físicos, biológicos e/ou psicológicos.

Sabe-se, hoje, que 20 a 45% das depressões têm como base a predisposição genética, porém, naturalmente, o fato de haver uma predisposição não é determinante. Mesmo perante uma situação de maior exigência emocional, podemos procurar desenvolver estratégias de prevenção (e de tratamento, no caso de estarmos deprimidos).

Contudo, no desencadear dos episódios depressivos são fundamentais, mais do que os eventuais fatores bioquímicos, os fatores sociais, ambientais e relacionais também são indispensáveis. As crises depressivas estão muito relacionadas com acontecimentos perturbadores e também com fases críticas do ciclo vital da pessoa (adolescência, maternidade, velhice, etc). Estudos mostram que os acontecimentos perturbadores, provavelmente, disparam a depressão nas pessoas predispostas e vulneráveis.

Como enfrentar a depressão?

Diante dos primeiros sintomas de um transtorno depressivo, é fundamental recorrer a um profissional de saúde mental (psicólogo clínico ou psiquiatra), para que seja feito um diagnóstico preciso, bem como o tratamento mais apropriado. Normalmente, recomenda-se a combinação de psicoterapia e terapia medicamentosa.  Atualmente, temos dados concretos sobre os benefícios da psicoterapia (que deve ser levada até ao fim, e não apenas até à remissão dos sintomas incapacitantes!)

Cada pessoa tem a sua maneira de estar na vida e, naturalmente, estratégias que servem para algumas pessoas, não ajudam outras.

O mais importante é perceber quais estratégias se adaptam melhor a si.

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–  Mantenha um horário regular de sono;

– Faça exercício físico (moderado e de acordo com a preparação física de cada um);

– Prática espiritual (se é religioso, vá mais vezes (ou regresse) à sua igreja ou local de culto);

– Evite ficar sozinho por períodos demasiado longos (mais uma vez, de acordo com o que considerar “demasiado longos”);

– Tenha uma alimentação saudável e regular (nas depressões, não raras vezes a alimentação é descurada, procure manter um equilíbrio a este nível);

– Evite álcool e drogas (o risco de abuso aumenta nestas fases);

– Se você faz terapia (psicológica ou farmacológica), cumpra com as consultas e siga o que for acordado com o seu terapeuta ou médico.

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