O amor jamais morre

Etimologicamente, o termo “amor” surgiu do latim “amare”, palavra que tinha justamente o mesmo significado que atualmente: sentimento de afeição, paixão e grande desejo. Amor é um sentimento de carinho e demonstração de afeto que se desenvolve entre seres que possuem a capacidade de o demonstrar. Veja o que diz a Palavra de Deus sobre o amor:

“O amor é sofredor, é benigno; o amor não é invejoso; o amor não trata com leviandade, não se ensoberbece.
Não se porta com indecência, não busca os seus interesses, não se irrita, não suspeita mal;
Não folga com a injustiça, mas folga com a verdade;
Tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.
O amor nunca falha; mas havendo profecias, serão aniquiladas; havendo línguas, cessarão; havendo ciência, desaparecerá”; 
(1 Coríntios 13:4-8)

Nunca se falou tanto em amor como nos últimos tempos. É só olhar para as letras da maioria das canções. É visível a necessidade do ser humano em falar sobre o amor. Infelizmente, o sofrimento, a dor, as crises emocionais, financeiras e existenciais, e tantas outras mazelas da atualidade fazem com que o ser humano tenha cada vez mais carência por esse sentimento.

O que percebe-se nos dias de hoje é uma busca desenfreada por um amor que supre os interesses próprios. As pessoas são orgulhosas e egocêntricas, pois pensam somente em si, e esse não é o lema do amor proposto pela Palavra de Deus. (Releia do versículo 1 Coríntios 13:4-8)

Não é o ódio que está matando o ser humano, é justamente o amor. Isso porque as pessoas estão amando de forma errada. A prova disso são os crimes passionais que vem apresentando um número considerável nos últimos dias. A justificativa da maioria dos homens que assassinam as suas mulheres é que mataram por amor. Esse é o amor patológico.

O amor patológico é uma doença caracterizada por um quadro de dependência por uma pessoa. Não é uma compulsão por drogas ou álcool, mas sim pelo parceiro. As pessoas com esse problema tendem a abandonar a sua família, amigos e trabalho para viver exclusivamente para a pessoa amada.

O amor patológico realiza os seus próprios interesses, e é exatamente isso que tem acabado com o ser humano, pois esse amor é possessivo, maligno e traz grandes danos para a nossa alma. O que acontece em boa parte dos relacionamentos é que as pessoas ao invés de motivar e ajudar umas às outras, oprimem, criticam e excluem, gerando uma completa frustação. Infelizmente estamos vivendo em tempos de decadência. As pessoas perderam o prazer pela vida e também pelas coisa de Deus.

Hoje é comum ver pessoas que entram e saem dos templos sem sentir a menor diferença em suas vidas. Há frequentadores que não produzem nada, e por qualquer motivo querem deixar a igreja. Esse é o amor patológico destrutivo.

Os valores da sociedade estão se invertendo. Porque muitas amizades não duram? Porque se é amigo hoje e inimigo amanhã? Porque se abandona facilmente as pessoas? Porque se negligencia facilmente a igreja e a Deus? A resposta é: por causa do nosso amor patológico.

As pessoas estão vazias e com a necessidade de aparecer ou se mostrar. Coisas valem mais do que pessoas. O que vemos é uma geração pobre de espírito e sem conteúdo, pois os valores e o amor está sendo deixado para trás. Jovens e adolescentes estão voltados para drogas e prostituição, pois os pais não se preocupam em apresentar Deus para os seus filhos.

Portanto, se você quer crescer e se tornar uma pessoa melhor a cada dia, comece a pensar em seus amores e como você tem amado as pessoas. Espalhe o amor de Deus, pois o Senhor nos ama de forma incondicional. Ele é Pai e os Seus propósitos para nós são sempre os melhores e os maiores.

Lembre-se: o amor jamais morre.

Deus te abençoe!

Pr. João Queiroz

Pr. João Queiroz

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Graduado em Pedagogia e Teologia, pós-graduado em Neuropsicologia e Psicanálise Clínica. Fez curso de Coaching, é pastor presidente da Igreja Batista Renascer.

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