Professores do futuro

Podemos reconhecer o valor de importantes professores, cientistas, escritores e líderes religiosos, mas acredito que as suas ideias e ações merecem de fato a nossa admiração se efetivamente construíram um patrimônio de ideias pedagógicas, ou ainda, se influenciaram positivamente as instituições educacionais, desse modo, gerando homens virtuosos que transformaram as sociedades.

Vivemos um tempo em que o professor está se reinventando, aprendendo a lidar com tantos formatos de aulas, buscando dar respostas certas e manter o caminho excelente do processo ensino-aprendizagem. Os desafios são muitos. Ao fazermos uma relação com o conhecimento do passado, temos condições de refletir sobre o papel social do educador atual e assim, compreenderemos o seu valor nesse tempo pandêmico.

Na Grécia e em Roma Antiga, as crianças eram severamente castigadas para aprenderem as lições. Por outro lado, Jesus revelou amor pelas crianças, provocando uma mudança de mentalidade. Um dos primeiros filósofos do cristianismo, Orígenes, dizia que devemos entender Cristo como um educador, que veio trazer uma proposta de educação para a humanidade, ensinando com base no amor e no poder transformador desse sentimento.

Na Idade Média, a exposição da doutrina religiosa de Agostinho visava a fé e a razão. Em seu trabalho específico sobre a educação, intitulado “De Magistro” (Do Mestre), desenvolveu a ideia de que, como toda necessidade humana, a aprendizagem só pode ser satisfeita por Deus.

Santo Agostinho afirmava, diante da necessidade de combater a influência cultural de povos não cristãos e de fortalecer o pensamento firmado na moral judaico-cristã, que a compreensão eficaz das Escrituras era primordial dentro do desafio de formar cristãos influenciadores.

Podemos nos perguntar se o caminho de usar a cosmovisão cristã como base na educação, e o amor como canal de comunicação genuíno, desenvolvendo uma melhor compreensão, aprimoramento e utilização da linguagem, poderia ser uma via de acesso para a educação atualmente. É certo que carecemos de formação de identidade para os nossos educandos.

Em termos pedagógicos a  mais importante influência de Martinho Lutero foi a extensão do ensino primário, pois era preciso saber ler para poder ter acesso às Sagradas Escrituras. Assim, estimulou-se a leitura, traduzindo a Bíblia para o alemão e, com isso, a educação primária foi levada para muitos, como proposta integrante da moral judaico-cristã, que aponta para a dignidade humana e valorização da pedagogia de Cristo.

A Bíblia é uma fonte crítica e inequívoca da visão singular do pensamento e das tradições ocidentais. A sua influência é percebida numa esperança renovada para a educação nesse tempo, na esperança de, a partir da percepção do caos moral que as sociedades vivenciam, restabelecer um caminho de volta à fonte de vida. Nesse caso é necessário recolocar os valores judaico-cristãos na base da sociedade contemporânea e investir na busca coletiva da virtude capaz de moldar comportamentos e que apresente uma resposta radical e transformadora, sempre pautada na figura de Jesus.

As propostas pedagógicas e suas aplicações são essenciais para a formação do cristão desde a infância, e por consequência a formação das instituições que asseguram a dignidade humana, entre outras virtudes.

Nesse conjunto de ações, encontra-se o valor do educador cristão do futuro!

Mariana Kaadi Pio

Mestre em História (UFG), membro e palestrante da TDI Brasil, autora de livros didáticos e paradidáticos na Cosmovisão Cristã, professora do Ensino Médio e Fundamental, nas redes pública e privada de ensino em Goiânia. marianakaadipio@gmail.com

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