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Santifiquem-se…

“Josué ordenou ao povo: santifiquem-se, pois amanhã o Senhor fará maravilhas entre vocês”. (Josué 3:1-5).

Todos nós sabemos que nossos dias e a nossa caminhada cristã não são fáceis. As aflições do mundo, as nossas limitações como seres humanos, bem como as provações e tentações, nos rodeiam e se colocam como verdadeiros obstáculos a serem vencidos.

Nesse sentido, tendo em vista o período conturbado em que estamos vivendo, não só como igreja, mas até mesmo enquanto sociedade, torna-se indispensável que nos apeguemos àquilo que Deus, em sua Palavra, nos orienta.

O texto bíblico citado narra a situação que os Hebreus se encontravam logo antes da travessia do rio Jordão, rumo finalmente à terra prometida que haveriam de conquistar. Após longos anos de peregrinação no deserto, o povo de Deus chegou diante de uma das últimas coisas que os separavam da Terra Prometida.

Principalmente naquela época, o rio Jordão era um obstáculo humanamente intransponível, haja vista que se encontrava com grande volume de água, transbordando em suas margens, porque era período de colheita. Os israelitas já estavam há quarenta anos caminhando no deserto, e não havia possibilidade de atravessar as águas de forma segura. Não havia embarcações ou pontes que ajudassem na travessia do rio.

Foi então que, após três dias de acampamento às margens do Jordão, Josué preparou o povo de Deus para a travessia, orientando-lhes que seguissem a Arca da Aliança carregada pelos sacerdotes a uma distância segura e determinada para que soubessem o caminho a seguir. Ele determinou ainda que os mesmos se santificassem, pois, “no dia seguinte o Senhor faria maravilhas”.

O texto bíblico revela que após as orientações de Josué e seus oficiais, o povo recolheu o acampamento e seguiu a direção em que a arca se movimentava, atravessando o rio que se abriu no momento em que os sacerdotes que carregavam a arca, puseram os pés em suas margens.

O Jordão se abriu em mais de 20km (vinte quilômetros) de distância, dando espaço e possibilidade para que os israelitas atravessassem em segurança, de forma confortável e às vistas de seus inimigos amorreus e cananeus, que se desanimaram e perderam a coragem de enfrentar o povo escolhido do Senhor.

Deus escolheu o período mais difícil para realizar um grande milagre na vida de seus escolhidos, não somente para edificar-lhes a fé, como também para enfraquecer seus inimigos e assegurar que assim como Ele prometeu, assim Ele faria.

Da mesma forma com que a jornada dos hebreus começou (com a travessia do Mar Vermelho na saída do Egito), ela também terminou (com a travessia do Jordão) proporcionando que todos aqueles que nasceram no deserto, ouvindo sobre como o Senhor tirou os seus da terra de escravidão, também testemunhassem com os seus próprios olhos, que aquele Deus de quarenta anos atrás era o mesmo!

É necessário, caro leitor, que você entenda que a importância desse texto para os dias de hoje é muito maior do que simplesmente fornecer conhecimento a respeito de fatos históricos. Saiba que os eventos, ora em análise, representam o símbolo da vitória que podemos ter diante dos obstáculos e dificuldades em nossa vida.

Para isso, também nós devemos seguir as mesmas orientações, buscando a santificação e observando o caminho apontado pela Arca. Tal arca representava para os israelitas as promessas de Deus e o símbolo da sua presença. Nela estavam guardadas as tábuas da aliança, o cajado de Arão (que atestava sua aprovação e escolha como sumo sacerdote) e ainda, uma tigela do maná (alimento propiciado por Deus a seu povo durante a peregrinação).

O Deus que chamou um povo da escravidão e os atravessou a seco pelo Mar Vermelho e Rio Jordão, é o mesmo (Hebreus 13;7-8) de hoje. Nós também, que caminhamos no deserto deste mundo, temos uma promessa de uma Terra Prometida, uma Canaã celestial que nos espera. Melhor do que aconteceu com os hebreus no Antigo Testamento, nós não temos um sacerdote falho, que repetidamente precisa fazer sacrifícios pelo seu povo e por si mesmo.

Temos, pois, um sumo sacerdote superior e perfeito, a saber Cristo, o cordeiro de Deus, que aspergiu seu próprio sangue no propiciatório, fazendo expiação pelos nossos pecados de uma vez por todas.

Para que vejamos e experimentemos “as maravilhas que Ele fará” é necessário que nos esforcemos e busquemos a santificação. Não se esqueça que, segundo a Palavra de Deus, “sem santidade ninguém verá o Senhor”. (Hebreus 12:14).

Santificar-se é se separar para Deus, é se afastar de tudo aquilo que Ele desaprova e que nos afasta de Sua presença. Até aquele momento ainda havia alguns hebreus que mantinham imagens e símbolos de ídolos, adorando “deuses” estranhos. Era necessário que os israelitas se santificassem antes de atravessarem o Rio Jordão, a fim de que ficasse claro para todos que o Senhor Deus era o responsável e o único digno de glória e louvor pelas maravilhas que haveria de fazer. Porque Ele não divide sua Glória com ninguém. (Isaías 42:8).

Assim também nós precisamos nos separar de tudo aquilo que nos afasta de Deus, para que vejamos e desfrutemos das maravilhas que Ele fará.

“Irmãos, não penso que eu mesmo já o tenha alcançado, mas uma coisa faço: esquecendo-me das coisas que ficaram para trás e avançando para as que estão adiante, prossigo para o alvo, a fim de ganhar o prêmio do chamado celestial de Deus em Cristo Jesus”. (Filipenses 3:13-14).

Todavia saiba, caro leitor, que o mesmo Deus que nos exige santidade também é Aquele nos santifica em sua própria Palavra, senão vejamos:

“Santifica-os na verdade; a tua palavra é a verdade”. (João 17: 17).

Que você possa hoje, meu querido irmão, mesmo diante da maior das dificuldades, dos tempos mais sombrios ou das águas mais profundas, se santificar na Palavra de Deus, mantendo os olhos firmes em Cristo e nas promessas de Deus.

Iremos atravessar o Jordão juntos em direção à nossa Canaã celestial.

Santifiquem-se…

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