Qual o seu papel no setembro amarelo?

O tema suicídio ainda prevalece como tabu na sociedade. Precisamos desmistificar esse tema, pois o suicídio demanda nossa atenção.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS) o suicídio continua sendo uma das principais causas de mortes em todo o mundo, sendo a segunda principal causa de morte entre jovens com idade entre 15 e 34 anos. Todos os anos cerca de um milhão de pessoas morrem por suicídio no mundo. A cada 40 segundos uma pessoa comete suicídio e a cada 3 segundos uma pessoa tenta tirar a própria vida, sendo o Brasil o oitavo país em número absoluto de casos. Essa realidade assusta, não é mesmo? Nós podemos fazer algo a respeito e para isso, foi criado o “Setembro Amarelo”, uma campanha brasileira de prevenção ao suicídio, iniciada em 2014.

Você pode estar pensando: como eu posso fazer algo a respeito? A seguir, descrevo alguns passos relacionados aos modos em que  você pode ajudar:

Identificação – Várias podem ser as causas para um suicídio: fatores culturais, genéticos, psicossociais e ambientais. Se atente a falas como “quero sumir/ desaparecer”, “eu queria poder dormir e nunca mais acordar”, “a vida é inútil’’, “a vida está sem sentido’’ ou até mesmo as mais explícitas que demonstram o desejo pela morte. Além disso, dê atenção aos sinais comportamentais: isolamento, tentativas de suicídio, falta de esperança, depressão, desinteresse e alterações comportamentais bruscas.

Conversação – Conversar abertamente sobre esse tema não é induzir. É importante levar a sério ameaças de suicídio, pois muitos que o cometeram já realizaram tentativas frustradas anteriormente; e 60% das pessoas que se mataram avisaram sobre essa intenção.

Validação – É importante validar queixas e não banalizar ou achar que os sinais ou pedidos de ajuda são um drama qualquer.

Compreensão –  A dor é subjetiva e singular, portanto,  o que para você pode não ser nada, para o outro pode ser um grande dilema, por isso é necessário mais do que só ouvir, escutar sem julgar, buscando acolher e compreender a dor do outro. Por isso, tenha empatia!

Intervenção – Após compreender a situação enfrentada pelo indivíduo, é necessário encorajá-lo a buscar ajuda psiquiátrica e psicológica. Além disso, é importante conversar com familiares para que haja um acompanhamento familiar e social.

Conscientização e divulgação – Você sabia que o governo disponibiliza gratuitamente atendimento no Disque 188 para pessoas que procuram ajuda e apoio emocional? O que nos demonstra como a informação auxilia e se faz  necessária. A divulgação apropriada, que pode ser feita por nós,  como por exemplo por meio  do compartilhamento nas redes sociais, é capaz de gerar conscientização; o que por sua vez,  mobiliza  mudança e prevenção.

Não podemos deixar que pessoas em estado de sofrimento  passem despercebidas em nossas vidas. Seja alguém que marque positivamente a vida de alguém! É fato que somos incapazes de mudar a vida de todos, mas temos condições de mudar, para o bem, o destino daqueles que nos cercam.

Combater esse estigma significa salvar vidas, ser parte de uma rede de apoio é um grande alicerce para ajudar uma pessoa que sofre. Como vimos, a prevenção do suicídio está na identificação de uma possível ideação suicida e, através dela, há a possibilidade de intervenção.

Fazer a diferença na vida de alguém é, literalmente, uma questão de vida ou morte!

Monicke Stephany A. Alves Barbosa

Psicóloga clínica, pós-graduanda em Avaliação Psicológica, Personal trainer, professora de Educação Física e palestrante. Telefone para contato (62) 9 8270-8528 @monicke.psi.personal monicke.stephany@hotmail.com

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