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Senso de propósito e não de valor.

Deus se alegra no propósito e não no valor. Vivemos tempos em que a simplicidade se perdeu e a essência do propósito se dissipou. O que vemos hoje é a relevância naquilo que temos, na marca ou grife que usamos, ou no dinheiro que possuímos. Lamentavelmente a aparência tomou conta do conteúdo, e vivemos em uma geração plástica!

O que vale mais? Um buquê de rosas sem propósito, ou uma rosa com um coração cheio de amor? O que vale mais? A disposição de entregar uma rosa, ou a justificativa de que não tem rosa, pois não tenho dinheiro para comprar o buquê? Qual seria mais importante: o buquê ou a rosa?

Para alguns, talvez o melhor mesmo seria uma rosa de plástico, pois assim não precisaria cuidar e gastar tempo com isso. No entanto, Jesus se revelou no cuidado, no semear e no investir tempo no propósito do outro, no sacrificar pelo outro. A verdade é que o nosso grande Mestre teve uma grande disposição.

Jesus não tinha onde reclinar a cabeça, nasceu em um estábulo, viveu se sacrificando para que pudéssemos ter a plenitude. Não estou falando que precisamos ser miseráveis, não seja um destes extremistas que distorcem os fatos, estamos indo um pouco mais profundo do que um estábulo. Precisamos de fato entender a plenitude que não está em coisas, em valores terrenos, mas sim no propósito das coisas, no propósito Eterno das nossas atitudes.

Do que adianta uma casa linda se você come sozinho? Do que adianta um carro bacana, se você não tem com quem passear nele? Do que adianta a Palavra de Deus em você, se você não a leva além da sua zona de conforto? Qual posição você ocupa hoje? Qual o propósito da sua vida?

Entenda que a candeia foi criada para ser colocada sobre a mesa, para ser luz, referência na escuridão, Farol da Terra.

Você se lembra de Caim e Abel? Ambos prepararam ofertas de grande valor, fruto das suas capacidades e méritos. Mas, por que Caim foi rejeitado? Porque ele teve a motivação e o propósitos errados! Não seria situação semelhante com Isaque e Esaú? Ou Davi, um homem segundo o coração de Deus, que errou muitas vezes, no entanto foi reconhecido em seu propósito, onde o arrependimento determinou as suas escolhas. Dessa forma, não seria o propósito a expressão natural que atrai o sobrenatural de Deus? Creio que sim!

Outro exemplo é a viúva, que tinha apenas duas moedas e ofertou uma. Qual era a relevância da sua oferta monetária? Qual seria a relevância da sua oferta na contabilidade do templo? Provavelmente nenhuma! Ela não pensou na próxima refeição, não pensou se iria faltar, não pensou no aluguel, fez o que não poderia fazer naturalmente, para que o espetacular sobrenatural de Deus pudesse se manifestar. Ela não planejou o racional, mas se entregou ao propósito correto, colocou a sua fé à frente de todas as dúvidas.

Creio que, quando Jesus observava ali as ofertas, em sua onisciência Divina, Ele sabia que muita gente havia ofertado mais, no entanto, ninguém ofertou mais em disposição de fé do que aquela senhora viúva, pois o seu propósito era Eterno e o seu coração estava em Deus. Senso de propósito e não de valor: isso atraiu o coração de Jesus.

Nestes testemunhos de fé, enxergamos a grande diferença de como deveríamos estabelecer os nossos propósitos. Onde você tem colocado o seu coração? Onde você tem colocado a sua fé? Tem colocado em coisas de valor humano, que para Deus pode não ter tanto valor assim ou nos propósitos que Deus tem para a sua vida? Nos talentos que Ele já te deu e estão abandonados, enterrados e esquecidos? Onde estão os seus propósitos? Em você, nas suas conquistas ou em Deus? Hoje, com a correria do dia-a-dia, nos esquecemos das palavras reveladas, dos propósitos firmados e dos desafios já vencidos.

Minha mensagem é para que você nunca se esqueça sobre o que Deus te comissionou e de quem Deus é. Nunca deixe o mundo confundir a sua identidade e o seu propósito. Escreva na agenda, pregue no espelho do seu quarto, desenhe, enfim, nunca se esqueça daquilo que Deus te confiou. Nunca se esqueça de ser simples!

No céu não entrarão coisas de valores terrenos, suas mãos não apresentarão nem prata, nem ouro, mas sim vidas, pessoas que um dia Deus te confiou e talentos que um dia Deus te comissionou.

Nesta graça recebida, precisamos compartilhar, fazer a diferença e anunciar o Reino. Não podemos mais viver com os olhos em nós, mas devemos abri-los para o próximo, brilhar para que as pessoas possam enxergar Jesus através da atitude de amor, da disposição de servir e da alegria do ser de cada cristão, independente da expressão de valor, pois valor mesmo, só podemos encontrar n’Ele, Jesus Cristo!

Senso de propósito e não de valor.

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