Inspirar… até expirar!

Eu acredito que a nossa maior ambição deve ser alcançar a excelência em tudo que somos e fazemos. Não falo de perfeição, embora muitas coisas que fazemos ou produzimos pode chegar perto disso, dependendo do que se trata, de sua finalidade, sua adequação, seu padrão estético ou referencial. Perseguir objetivos louváveis, nos empenhar em feitos notáveis, atingir metas impressionantes, tudo isto nos colocaria em destaque, acumulando medalhas e títulos de honra, mas nada pode ser mais inspirador do que a simplicidade.

Menos purpurina na alma, menos estardalhaços no espírito e menos vaidade no corpo, poderia resultar em maior grandeza de alma, mais humildade no espírito e, no que se refere ao corpo, mais consciência de que se trata apenas de um recipiente, um templo, um invólucro, uma embalagem, quando o conteúdo é o que realmente importa.

Não desmerecendo os cuidados com o corpo, os afagos na alma, muito menos a paixão do espírito pela vida, apenas tento caracterizar o que poderia fazer de mim e de você, seres inspiradores, derramando aqui e ali, gotas de nossa essência abençoadora. Quem demanda e escuta nossos conselhos? Quantos olham para nós e desejam ser iguais a nós? Num tempo onde palavras como influenciadores e seguidores parecem ter tomado significados comerciais ou supérfluos, quantas pessoas realmente olham para nosso jeito de ser, agir e conviver e desejam nos imitar? Qual o teor das mensagens que recebemos em nosso aniversário? Clichês, frases de efeito ou pequenos textos que mostram nas entrelinhas o quanto somos importantes e impactamos a vida das pessoas?

Uma das sensações mais gratificantes é receber um feedback de alguém que nos diz que algo que dissemos ou inspiramos a fazer mudou completamente a sua vida. Nunca se falou tanto em legado, influência, mentoria…, mas, para os negócios, lazer, carreira ou pra vida? Até que ponto podemos provocar um ponto de inflexão na vida de alguém ou sermos  capazes de provocar uma cisão em antes e depois? Existem pessoas que nos motivam, nos incentivam, nos orientam, mas quanto a nós? Em que situações temos sido referência a ponto de uma pessoa desejar seguir nossos passos? Jesus Cristo fala em discípulos, o apóstolo Paulo fala em imitadores. E quanto a nós? Ficaremos contando likes e lamentando unfollows ou partiremos para o desafio de produzirmos a melhor versão de nós mesmos, de modo a que as pessoas sejam atraídas a nós pelo bom que somos e pelo bem que fazemos a elas e queiram nos replicar em si mesmas?

Um cristão precisa ser inspirador. Não que busquemos as honras humanas, mas que, no refletir a glória de Deus, esse esforço seja traduzido em amor, compaixão, transparência e caráter. Se foi mesmo Mahatma Gandhi que disse que devemos ser a mudança que queremos ver no mundo eu não sei, mas que a frase é boa, isso é.

Para Richard Foster, temos que repensar nossas prioridades para que, com todas as complexidades da vida, a simplicidade dê autenticidade para o que chamamos de vida cristã.  Se formos inspiradores como pessoas até expirarmos para sempre, certamente o nosso legado continuará falando alto ainda por muitas gerações.

Responda rápido: se você não fosse você, você gostaria de ser como você é? Calma, foi só um teste! Respire fundo…ainda dá tempo de ser quem você gostaria de ser!

Pr. Anibal Filho

Doutor em Produção Vegetal pela UFG e Pastor auxiliar da Igreja Batista Renascer.

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